segunda-feira, 26 de novembro de 2012

São Paulo: Um passeio pelo Museu Paulista, mais conhecido como Museu do Ipiranga


Flores e fachada do Museu Paulista (ou Museu do Ipiranga), em São Paulo - Por Tito Garcez
Flores e fachada do Museu Paulista (ou Museu do Ipiranga), em São Paulo (Fotos de julho de 2012)
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Sampa... O que falar da nossa maior metrópole?! Muita coisa! A cidade tem inúmeros atrativos turísticos, sobretudo no âmbito cultural. Mas não poderia começar o meu primeiro relato sobre São Paulo sem falar de um dos principais museus brasileiros, lugar esse que possui uma localização privilegiada próximo às margens de onde acredita-se que Dom Pedro I, em 1822, proclamou a independência do Brasil. É hora de falar sobre o Museu do Ipiranga, que, apesar de ser popularmente chamado dessa forma, é oficialmente chamado de Museu Paulista. 


Jardim e Museu Paulista (ou Museu do Ipiranga), em São Paulo - Por Tito Garcez
Jardim do Museu Paulista 

Administrado pela Universidade de São Paulo (USP), o Museu Paulista funciona num prédio que foi construído com o objetivo de ser um edifício-monumento que homenageia a independência brasileira. Por isso, a localização escolhida não é uma mera coincidência. Ele faz parte do conjunto paisagístico do Parque da Independência e a sua imponência e a arquitetura eclética, com inspiração num palácio renascentista,  chamam muito a atenção. Tudo isso graças, principalmente, ao arquiteto italiano Tommaso Gaudenzio Bezzi, que foi o responsável pela concepção do projeto. O museu foi oficialmente inaugurado em 7 de setembro de 1895, dez anos após o início de sua construção. 

Bandeira da Universidade de São Paulo na fachada do Museu Paulista (ou Museu do Ipiranga), em São Paulo
Bandeira da USP na fachada do Museu Paulista 


Visita ao interior do museu

Visitar o Museu do Ipiranga é algo que definitivamente tem que ser feito por quem visita a cidade de São Paulo. O visitante tem a oportunidade de conhecer não só a respeito da história da cidade e do estado, mas também da história do Brasil. Composto por milhares de peças, entre elas muitas pinturas e objetos de época, o enorme acervo fixo e temporário faz com que o passeio possa durar várias horas. 

Detalhe da placa do Museu Paulista (ou Museu do Ipiranga), em São Paulo - Por Tito Garcez
Detalhe da placa do Museu Paulista

Adoraria mostrar um pouco do interior do museu, mas, infelizmente, fotografias não são permitidas, bem como o uso de telefone celular. Sendo assim, falarei com base no que  pude vivenciar. A visita começa no piso térreo, e no hall a pessoa já tem a oportunidade de ver algumas interessantes peças, com destaque para duas grandes esculturas de mármore de Carrara que representam os bandeirantes Fernão Dias e Raposo Tavares. Do hall tem-se a visão da grandes e curiosas escadarias do edifício que dão acesso ao primeiro andar, mas como lá está a parte principal da visita, deixarei para falar no final. 


Busto de José Bonifácio de Andrada e Silva, conhecido como Patriarca da Independência, no jardim do Museu Paulista (ou Museu do Ipiranga), em São Paulo - Por Tito Garcez
Busto de José Bonifácio, conhecido como Patriarca da Independência, no jardim do Museu Paulista 

Ainda no térreo, próximo às escadarias, na época que estive lá, visitei uma exposição temporária intitulada "Nossos Pequeninos" que era sobre "bebês". O pequeno acervo é composto por fotografias e "reclames" de entre 1860 e 1940. Curiosamente, naquela época até crianças eram chamadas de "bebês". Foi interessante começar a visita vendo essa curiosa exposição. Depois, seguindo para o largo corredor ao lado direito, inicia-se uma ala com salas que abrigam principalmente pinturas sobre o começo da colonização do Brasil e do Movimento Bandeirante. Algumas delas são velhas conhecidas nossas por causa dos livros de história. 


Fontes do jardim do Museu do Ipiranga, em São Paulo - Por Tito Garcez
Fontes do jardim do museu

Ao final da ala sobre a colonização, a principal atração é uma maquete em 3D que mostra como era a cidade de São Paulo em meados do século 19. O visitante tem a oportunidade de, em telas sensíveis ao toque, descobrir onde estão (ou estavam) as principais  ruas e igrejas, os principais conventos, enfim, os principais locais da época. À esquerda, na outra ala do térreo, as peças expostas são principalmente ferramentas de trabalho históricas e também carros que demonstração a modernização dos serviços públicos. É nessa ala que existe um espaço destinado à venda de souvenirs do museu. 

Os pombos são alguns dos visitantes frequentes do Museu Paulista (ou Museu do Ipiranga), em São Paulo
Os pombos são alguns dos visitantes frequentes do Museu Paulista 

Voltando ao hall, pode-se descer para o subsolo, que infelizmente visualmente pouco mostra das características da época. Essa ala menor abriga exposições rotativas, um tanto aleatórias. Lá o visitante encontra variados tipos de peças, desde pinturas, bustos, até uma interessante coleção de ferros de passar roupas. Para não dizer que com o tempo tudo foi descaracterizado, há uma passagem estreita que dá acesso justamente à sala onde se expõe os ferros de passar. Nela se nota características originais da construção, sem grandes modificações. No subsolo, observa-se também, que boa parte do espaço é reservado para a administração, para a pesquisa ou até para a restauração de peças do acervo. 

Poste e parte da fachada frontal do Museu Paulista (ou Museu do Ipiranga), em São Paulo
Poste e parte da fachada frontal do Museu Paulista 

Saindo do subsolo e voltando ao térreo, chega o momento de finalmente subir as interessantes e curiosas escadarias. Digo curiosas pois elas possuem uma característica nunca antes vista por mim. Principalmente nos corrimões você tem a oportunidade de notar mais de uma dezena de esferas de cristal que guardam alguns litros de água dos principais rios brasileiros. É interessante notar a diferença de tonalidade do líquido de rios como o São Francisco, do Amazonas ou do Uruguai. Você vê um pouco de água de rios de todas as regiões do país. Isso faz com que a escadaria do museu são seja apenas mais uma entre muitas. Na subida, além das esferas, também é possível ver mais pinturas e algumas esculturas de bandeirantes. 

Detalhe do jardim do Museu do Ipiranga, em São Paulo
Diferentes tons de verde

Chegando ao primeiro andar, a primeira sala é o salão nobre, e essa é a principal de todo o museu. Ao entrar, o visitante nota um lugar dotado de muita pompa, seja pelos detalhes da ornamentação ou pelas peças expostas. Bom, em se tratando das peças, não tem como não falar da mais famosa de todo o acervo. Aliás, essa pode ser considerada a obra mais importante do Brasil. Se você pensou logo na pintura intitulada 'Independência ou Morte', do pintor Pedro Américo, você acertou. Em frente a ela existe alguns bancos onde pode-se sentar e passar alguns minutos apreciando os seus detalhes e a sua beleza. Confesso que pessoalmente ela é muito mais interessante. São tantos os detalhes que você não sabe bem para onde olhar. Também vale a pena dispensar um tempinho para observar as outras peças da sala, entre elas outras lindas pinturas e interessantes objetos.

Detalhe da fachada frontal do Museu Paulista (ou Museu do Ipiranga), em São Paulo - Por Tito Garcez
Detalhe da fachada frontal do museu

No restante das salas do primeiro piso, o visitante encontra principalmente móveis e objetos de época, armas e informações sobre a época áurea do cultivo do café. Mas uma dessas salas delas reserva algo diferente. Nela é possível ver uma maquete de gesso do edifício-monumento que abriga o museu. Em um primeiro momento você nota que tem algo de diferente, então logo percebe-se que a mesma retrata como seria a construção caso todo o projeto tivesse saído do papel. O lugar seria ainda mais imponente, pois teria outras duas alas laterais, mas infelizmente na época isso não foi possível por falta de dinheiro.   

Fachada frontal do Museu Paulista (ou Museu do Ipiranga) e busto de José Bonifácio, em São Paulo
Fachada frontal do Museu Paulista e busto de José Bonifácio


O jardim em estilo francês

Não só da visita ao interior do museu se faz o passeio pelo lugar. Um dos pontos altos está justamente fora, no jardim. Construído em estilo francês, ele é rebaixado, possibilitando assim uma ampla visão do prédio. E a partir das escadarias do museu tem-se uma bela vista tanto do jardim como da continuação do Parque da Independência, onde foi construído um grande monumento, estando esse de fato às margens do riacho do Ipiranga, mas isso é tema para uma próxima postagem.  

Jardim do Museu Paulista (ou Museu do Ipiranga), em São Paulo - Por Tito Garcez
Jardim do Museu Paulista

Alguns exemplares de flores do jardim do Museu Paulista (ou Museu do Ipiranga), em São Paulo
Flores do jardim do museu

No jardim, o que mais chama a atenção é, sem dúvida, os espelhos d'água e as fontes, assim como os vasos e esculturas que ornamentam o lugar. Além disso, o cuidado com a flora e seu colorido também se destacam. O jardim consegue valorizar ainda mais o lugar, e esse é, inquestionavelmente, um dos locais de São Paulo mais agradáveis para se passar algumas horas caminhando, lendo um livro ou simplesmente observando as joaninhas que por lá habitam. Sim, é possível ver muitas delas se tiver paciência para procurar em algumas plantas. Como o acesso ao jardim é gratuito, não há que se preocupar com maiores gastos que não sejam o de deslocamento. 

Flor no jardim do Museu Paulista (ou Museu do Ipiranga), em São Paulo - Por Tito Garcez
Rosa no jardim do Museu Paulista

Ornamentos sequenciais nos espelhos d'água do jardim do Museu Paulista (ou Museu do Ipiranga), em São Paulo
Ornamentos sequenciais nos espelhos d'água do jardim do Museu Paulista 

Não deixe de visitar o "Museu Paulista do Ipiranga" para conhecer mais a respeito da história não só de São Paulo como também do Brasil, e aproveite para relaxar em seu jardim! ;)


Rosas no jardim do Museu Paulista (ou Museu do Ipiranga), em São Paulo - Por Tito Garcez
Flores no jardim do Museu Paulista


Pássaro e luminária no jardim do Museu Paulista (ou Museu do Ipiranga), em São Paulo
Pássaro e luminária
Localização: O museu está localizando no Parque da Independência, no bairro do Ipiranga, em São Paulo.
Dias e horários de visitação: de terça-feira a domingo, das 9:00 às 17:00
Ingresso: R$6,00 (inteira) R$3,00 (meia-entrada)
Não há cobrança nas seguintes situações: 
- No primeiro domingo de cada mês 
- Para menores de 6 anos e para maiores de 60 anos
- Membros da comunidade USP
- Membros do ICOM
- Pessoa com deficiência com um acompanhante
- 01 Professor ou monitor, para cada 20 alunos
- Dias 25 de Janeiro e 7 de Setembro
Como chegar de carro: O bairro do Ipiranga localiza-se na zona sul da cidade de São Paulo. As principais vias de acesso às proximidades do Museu são: avenida do Estado; avenida D. Pedro I; avenida Ricardo Jafet; rua Bom Pastor; avenida Nazaré.

Abelha no jardim do Museu Paulista (ou Museu do Ipiranga), em São Paulo - Tito Garcez
Abelha
Como chegar de ônibus: Através das linhas 478P - Ipiranga/Pompéia; 478P – 31 ou 10 – Pompéia/Sacomã; 5028 - Conj. Hab. Heliópolis/Museu do Ipiranga; 5108 - Pq. D. Pedro II/Jd. Celeste; 4113 - Gentil de Moura/Pça. da República; 4706-21 - Jd. Maria Estela/Vila Mariana; 4706-10 - Vila Mariana/Ipiranga; 174M - Jd. Brasil/Museu do Ipiranga.

Como chegar usando metrô e ônibus: Na estação Alto Ipiranga, pegar a linha 4113 - Pça da Repúbica/Gentil de Moura; Na estação Vila Mariana, pegar a 4706-10 - Ipiranga/Vila Mariana ou
4706-21 - Jd. Maria Estela/Vila Mariana; Na estação Pedro II, pegar a 5108 - Pq. D. Pedro II/Jd. Celeste.

Como chegar de trem da CPTM: Na estação Ipiranga, saída da avenida do Estado, atravesse a avenida, siga pela rua José Chimenti até chegar à rua Xavier Curado. Siga até o final da rua e chegará ao Museu Paulista.

Observação: todas as últimas informações a respeito de dias e horários de visitação, preço do ingresso e sobre como chegar, estão disponíveis no site do museu.

Para mais informações, entre em contato com o museu:
Telefone: +55(11)2065-8000
Site: www.mp.usp.br


Margaridas do jardim do Museu Paulista (ou Museu do Ipiranga), em São Paulo - Por Tito Garcez
Margaridas do jardim do Museu Paulista

domingo, 18 de novembro de 2012

Parque dos Falcões: saiba como é a visita guiada e a interação com as aves

Águia-chilena (Buteo melanoleucus) no Parque dos Falcões, em Sergipe - Por Tito Garcez
Águia-chilena (Buteo melanoleucus) no Parque dos Falcões, em Sergipe - Setembro de 2012
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Após ter feito uma introdução (clique aqui para ver) sobre o Parque dos Falcões, um importante centro de conservação de aves de rapina em Sergipe, irei mostrar algumas das interessantes e curiosas aves que podem ser apreciadas e até tocadas pelos visitantes. 


Coruja-orelhuda (Asio clamator) no Parque dos Falcões, em Sergipe
Coruja-orelhuda (Asio clamator)

Para chegar a esse parque, é imprescindível passar pela rodovia BR-235 e seguir em direção à cidade de Itabaiana. Para quem está vindo de Aracaju, Salvador e Maceió, a principal opção é acessar a 235 através da BR-101. Já na 235, o parque está localizado cerca de 9 km após a entrada da cidade de Areia Branca. Antigamente havia uma placa enorme que indicava a estradinha de terra que dá acesso ao local, mas hoje em dia a lona é inexistente, restando assim só a estrutura metálica. Logo, não há qualquer sinalização que indique o acesso. A via de entrada está no que parece ser um pequeno povoado à beira da rodovia, mais precisamente à direita dela, após uma via secundária de paralelepípedos. Tendo dúvidas, é aconselhável pedir informação. Após encontrar a estrada de terra, percorre-se por volta de 2,5 km até a entrada do Parque dos Falcões.


Harpia (Harpia harpyja) no Parque dos Falcões, em Sergipe
Harpia (Harpia harpyja) 

Ainda falando sobre o acesso, vale a pena citar uma curiosidade que pode ser vista na estrada de terra, bem em frente a uma casa sem reboco. Ali foi construído um monumento em homenagem ao 'Urubu Branco', um urubu albino que, por ser raro, há alguns anos virou o xodó do parque. Contudo, após ter sido roubado por traficantes junto com outras aves, dias depois foi lamentavelmente encontrado morto.

Da estrada de terra já é possível ver a casa principal do parque tendo ao fundo a imponente Serra de Itabaiana
Da estrada de terra já é possível ver a casa principal do parque tendo ao fundo a imponente Serra de Itabaiana

Bom, ao chegar à entrada, logo após o portão, o visitante já dá de cara com a toca de algumas Corujas-buraqueiras (Athene cunicularia), que são praticamente as "cães de guarda" do lugar. Elas estão sempre atentas a tudo e podem sinalizar a presença de intrusos. Seguindo em direção à casa principal, o visitante já tem a oportunidade de passar por alguns viveiros e, no percurso, já avista muitas aves, sejam elas de rapina ou não. No lago localizado à esquerda, é possível ver muitos patos e gansos e, no decorrer do trajeto, é possível ver lindos pavões, guinés, galinhas e até coelhos. Enfim, tem de tudo.


Pavão fêmea (ou pavôa) e Guiné (ou Galinha-d'angola) no Parque dos Falcões, em Sergipe
Pavão fêmea (ou pavôa) e Guiné (ou Galinha-d'angola)

Ao chegar à casa principal, o visitante acomoda-se na sala para assistir a um documentário de introdução ao  parque, que mostra um pouco do que poderá ser visto na visita guiada. Não espere um auditório e nem nada do tipo, pois todas as instalações do parque são simples. O visitante pode assistir sentado no sofá ou em cadeiras. O mais legal é que, dentro da sala, a pessoa já pode ter a oportunidade de interagir com duas corujas. Uma é muito pequena e fica numa espécie de "poleiro". A outra, uma das mais belas do parque, é uma Coruja-suindara (Tyto alba) que fica solta, voa e pula pelos móveis. Por muitos momentos, você acaba prestando mais atenção nela do que no próprio documentário.


José Percílio e um Gavião-carcará (Caracara plancus), no Parque dos Falcões, em Sergipe
José Percílio e um Gavião-carcará (Caracara plancus)

Após assistir ao vídeo, chega a hora de sair para conhecer melhor o parque e suas aves. Na varanda da casa, o guia, que é nada mais nada menos do que o fundador do parque, o José Percílio, faz uma demonstração que deixa claro para todos que ele possui conhecimento de técnicas de dominação das aves. Um Gavião-carcará (Caracara plancus) praticamente entra em sono profundo nos braços do tratador e não "acorda" nem quando vai parar nos braços de uma visitante. 


Visitantes acompanham a visita guiada no Parque dos Falcões, em Sergipe
Visitantes acompanham a visita guiada

Dando prosseguimento à visita, já fora da casa, é um Urubu-rei (Sarcoramphus papa) a primeira ave a ser avistada num viveiro. Percílio começa a falar um pouco sobre os animais, dando informações sobre os hábitos ou a forma como elas chegaram para receber cuidados no parque. Após o urubu, são vistos Gaviões-de-cauda-branca (Buteo albicaudatus), Gaviões-pretos (Buteo brachyurus) e Corujas-murucututu (Pulsatrix perspicillata). Essa última espécie está na lista dos animais ameaçados de extinção. Encontrá-las na natureza tem sido cada vez mais raro.


Gavião-preto (Buteo brachyurus) no Parque dos Falcões, em Sergipe
Gavião-preto (Buteo brachyurus)

Na segunda parte da visita às aves expostas em viveiros, a primeira a ser vista é nada mais nada menos que uma imponente Harpia (Harpia harpyja), a maior ave de rapina das Américas e uma das maiores do mundo. Como muitos dos animais que chegam ao parque, essa foi levada após ter sido resgatada das mãos de traficantes de animais na Amazônia. A ave impressiona por seu tamanho e por sua força.  


Harpia (Harpia harpyja) demonstra o seu porte e força no Parque dos Falcões, em Sergipe
Harpia (Harpia harpyja) demonstra o seu porte e força

Depois da Harpia, podem ser vistos Gaviões-caboclos (Buteogallus meridionalis), mais Gaviões-pretos (Buteo brachyurus) e Águias-chilenas (Buteo melanoleucus), que apesar de terem esse nome, são muito comuns em grande parte do Brasil. Em seguida, o visitante chega à frente dos viveiros de muitos Carcarás, e um deles acaba por chamar a atenção, pois é o "cantinho" do Tito, o carcará fêmea que, como foi dito na postagem anterior, há mais de duas décadas é um companheiro inseparável do Percílio. 


Gavião-caboclo (Buteogallus meridionalis) no Parque dos Falcões, em Sergipe
Gavião-caboclo (Buteogallus meridionalis)

Após a visita aos viveiros dos Gaviões-carcará, ainda é possível ver uma Seriema e outras duas espécies de corujas, sendo uma delas a Coruja-orelhuda (Asio clamator). No último viveiro, vive um animalzinho que é uma das alegrias do parque: um Tamanduá-mirim. Pois é, de fato não é uma ave, mas ele é tão especial que ganhou um espaço no parque e também na visita guiada. Por que digo isso?! Simplesmente porque é possível interagir com ele, colocá-lo no colo, nas costas. Ele adora ficar em cima das pessoas e, mais ainda, "procurar formigas" nos ouvidos delas. Os Tamanduás se alimentam principalmente de formigas e cupins, por isso eles possuem línguas enormes que ajudam na captura desses insetos. Então, ao que tudo indica, o tamanduazinho do parque deve associar nossas orelhas à formigueiros repletos de suculentas formigas. Bem, depois dessa, é melhor "virar a página"...      


Momento de interação de visitante com Tamanduá-mirim no Parque dos Falcões, em Sergipe
Visitante interage com Tamanduá-mirim

Na terceira parte da visualização dos viveiros das aves menores. É nesse momento que os falcões podem ser vistos. Os primeiros a serem visualizados são Falcões-quiriquiris (Falco sparverius), que surpreendem pelo porte digamos que diminuto. No viveiro ao lado, ficam os Falcões-de-coleira (Falco femoralis), esses sim de tamanho ligeiramente maior. Apesar da dimensão, essas são aves extremamente rápidas e ágeis. Ao lado delas, ficam as Corujas-caburé (Glaucidium brasilianum) e vizinhas estão as Corujas-do-mato (Otos choliba).


Corujas-do-mato (Otos choliba) no Parque dos Falcões, em Sergipe
Corujas-do-mato (Otos choliba) 

Encerrada a visualização das aves nos viveiros, chega o momento principal, que é o de interação. Aos poucos elas vão chegando nas mãos de funcionários e voluntários do parque e cada visitante tem a oportunidade de tocá-las, acariciá-las, segurá-las e deixar que fiquem sobre suas mãos, ombro, cabeça, enfim, onde se desejar. Primeiro chegam as corujas, e depois os gaviões. Acredito que todas as aves liberadas para interação com os visitantes sejam treinadas e/ou já estejam extremamente acostumadas com as pessoas, pois, quando estão com você, elas agem com uma tranquilidade sem tamanho. São tranquilas mesmo em frente às câmeras. As pessoas mais corajosos têm, inclusive, a oportunidade de encarar um Carcará. Vai encarar?!  


Coruja-caburé (Glaucidium brasilianum) no Parque dos Falcões, em Sergipe
Coruja-caburé (Glaucidium brasilianum) 

Como nem tudo são flores, é principalmente no momento de interação com as aves que o 'Psicopata' pode atacar. O que eu falo é verdade, mas não criemos pânico. Psicopata é o apelido dado por Percílio para um Gavião-carijó (Rupornis magnirostris) que foi treinado para atacar intrusos do parque. Logo, de vez em quando ele costuma dar voos rasantes perto da cabeça de algumas pessoas e pode até pousar em algumas delas. Mas não há porque se apavorar, visto que é sempre bom que haja o fator tensão para que as coisas fiquem mais emocionantes.

Visitante interage com Gavião-carcará (Caracara plancus) no Parque dos Falcões, em Sergipe
Visitante interage com Gavião-carcará (Caracara plancus)

Bom, a visitação costuma terminar após a interação com as aves. Sei que algumas vezes na semana o visitante tem a oportunidade de acompanhar o treinamento de alguns dos animais, contudo não sei precisar os dias e horários. Mesmo que não dê para presenciar o treino, uma visita "normal" ao parque é algo altamente recomendável. Visite e ajude a manter esse centro de conservação, pois grande parte do dinheiro conseguido para manter as aves vem da arrecadação dos ingressos. ;)


Coruja escura no parque dos falcões, em Sergipe
Coruja-diabo

Para conhecer o Parque dos Falcões, a visita precisa ser agendada. Passeios podem ser feitos todos os dias no turno da manhã ou tarde. Para agendar e ter mais informações, é só ligar para (+5579)-9962-5457 ou para (+5579)-9131-3496. O valor por pessoa é de R$ 20, e não há diferenciação para estudantes, idosos ou professores. Acesse também o site do parque: www.parquedosfalcoes.com.br


Corujas-murucututu (Pulsatrix perspicillata) no Parque dos Falcões, em Sergipe
Corujas-murucututu (Pulsatrix perspicillata)


sábado, 10 de novembro de 2012

Parque dos Falcões: conheça um importante centro que conserva aves de rapina


Gavião Carcará e Pavão Indiano no Parque dos Falcões, na serra de Itabaiana, em Sergipe
Gavião Carcará e Pavão Indiano no Parque dos Falcões, em Sergipe
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Você sabia que a menos de 1 hora de Aracaju existe um parque onde pode-se conhecer e interagir com diferentes espécies de aves, entre elas falcões, gaviões, corujas e é possível, também, ver uma Harpia, uma das maiores aves de rapina do mundo e também uma das menores corujas?! Pois é, ainda há quem não conheça o Parque dos Falcões, um centro conservacionista de destaque. Ele está localizado entre as cidades de Areia Branca e Itabaiana, no agreste de Sergipe. O local tem localização privilegiada, pois está no sopé da Serra de Itabaiana.


Parque dos Falcões tendo ao fundo a Serra de Itabaiana, em Sergipe
Parque dos Falcões tendo ao fundo a Serra de Itabaiana

No parque, a criação de aves em cativeiro é autorizada pelo IBAMA. Boa parte dos animais mantidos lá são levados pelo próprio Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais, afinal o centro conservacionista é referência mundial na reabilitação, manejo e reprodução de aves de rapina. Tanto é que pesquisadores do Brasil e do exterior costumam passar temporadas observando o modo de interação dos tratadores com os animais.


Essas Corujas Buraqueiras moram na entrada do Parque dos Falcões e desempenham papel de "cães de guarda"
Essas Corujas Buraqueiras moram na entrada do Parque dos Falcões e desempenham papel de "cães de guarda" 

Parte das aves que lá chegam são tratadas e, quando recuperadas, são soltas na natureza. Contudo, outra parte acaba não sendo libertada, pois não se readaptaria e seria uma presa fácil por ter perdido seus instintos selvagens ou por simplesmente não ter condições de voar ou andar. Os animais que permanecem em cativeiro acabam por ajudar na reprodução de espécies, estando algumas delas ameaçadas de extinção. As que estão saudáveis e fazem parte do bioma da região, são soltas na própria redondeza.


Pavão Indiano surpreende e encanta os visitantes do Parque dos Falcões com toda a sua exuberância
Pavão Indiano surpreende e encanta os visitantes do Parque dos Falcões com toda a sua exuberância


Coruja Orelhuda (Asio Clamator), no Parque dos Falcões, na Serra de Itabaiana, em Sergipe
Coruja Orelhuda (Asio Clamator)


História

Tudo começou quando José Percílio, um menino gago, aos 7 anos recebe de presente um ovo de Carcará. Após 28 dias sendo chocado por uma galinha, nasceu Tito, o seu melhor amigo que eu poderia dizer que é meu xará, se na verdade “Tito” não fosse “Tita”. Deixa eu explicar: só após algum tempo descobriram que o gavião era uma fêmea, mas como já haviam batizado e acostumado com o nome, até hoje, mesmo após mais de 25 anos do nascimento de Tito, é assim que a ave costuma ser chamada. Percílio tem uma habilidade ímpar com as aves, e o aprendizado começou quando ele começou a conviver com o amigo gavião. Com os animais, ele demonstra uma intimidade fora do comum, facilmente conquistando-os.


Varanda da casa principal do Parque dos Falcões, na Serra de Itabaiana, em Sergipe
Casa principal do Parque dos Falcões


 Coruja do Mato (Otos choliba), no Parque dos Falcões, em Sergipe - Por Tito Garcez
 Corujas do Mato (Otos choliba)


Estrutura

Por eu ter falado que o parque é um centro de referência de nível mundial, pode parecer que uma mega estrutura está por trás do cuidado com as aves, mas a realidade não é essa. A estrutura do parque é bem rústica. Existe a casa principal e, ao redor dela, estão espalhados os viveiros das aves, um lago repleto de patos e gansos e há também algumas mesas e bancos que sob a sombra das árvores são um convite à apreciação do lugar. De lá pode-se observar tanto a serra como a região próxima à sede do município de Itabaiana.


Patos nadam tranquilamente no lago do Parque dos Falcões, em Sergipe
Patos no lago do parque

A simplicidade do lugar faz com que a visita se torne mais interessante, pois você tem a oportunidade de notar que, apesar do parque não dispor de muitos recursos, os responsáveis fazem o máximo para dar uma vida melhor às aves. Inclusive é o próprio Percílio quem costuma recepcionar os visitantes e falar sobre cada espécie ou sobre determinada ave.


No momento de interação, Gavião Carcará lida tranquilamente com visitante do Parque dos Falcões, em Sergipe
Gavião Carcará interagindo com visitante

Neste post, optei por falar de forma mais ampla sobre o parque. Na próxima postagem o foco será falar sobre como costuma ser a visita e quais são algumas das espécies que poderão ser vistas por lá. Será um relato mostrando o que o visitante poderá vivenciar quando for ao Parque dos Falcões. Portanto, não deixe de acompanhar a próxima publicação. Mais fotos de aves exóticas com certeza não faltarão! =D

Para finalizar essa primeira parte, fique com o intrigante olhar da Harpia, que conheceremos melhor na segunda parte! ;)


Harpia, uma das maiores aves de rapina do mundo, um dos destaques do Parque dos Falcões, em Sergipe
Harpia, uma das maiores aves de rapina do mundo, um dos destaques do parque

terça-feira, 6 de novembro de 2012

BH: Praça da Liberdade, um dos principais polos culturais do Brasil


Corredor de palmeiras imperiais da Praça da Liberdade, em Belo Horizonte
Palmeiras imperiais da praça da Liberdade, em Belo Horizonte - Junho de 2012
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Com localização privilegiada, no centro de uma das principais metrópoles brasileiras, a praça da Liberdade é de grande importância histórica e cultural para a capital do Estado de Minas Gerais. Em razão disso, e também por conta da instalação de diversos espaços culturais nas construções de seu entorno, a praça tem figurado como um dos mais importantes pontos turísticos de Belo Horizonte.


Uma das fontes da  Praça da Liberdade, em Belo Horizonte - Minas Gerais
Uma das fontes existentes na praça

A sua concepção tem início em 1894, mas apenas em 1897, quando houve a inauguração da nova capital mineira, o espaço público pode ser aproveitado pela população e se transformou no marco principal de Belo Horizonte, já que, em seu entorno, foi construído o Palácio de Governo e algumas Secretarias de Estado. Com o passar dos anos, a praça passou por várias reformas que incluíram a implementação de novos projetos paisagísticos. 


Vista parcial da Praça da Liberdade, em Belo Horizonte - Minas Gerais
Vista aérea da praça da Liberdade


As construções instaladas inicialmente, com destaque para o Palácio de Governo, seguiram o estilo arquitetônico eclético e possuíam elementos neoclássicos. Nas décadas seguintes, principalmente com a construção de prédios de novas secretarias, novos estilos foram utilizados, como o Art Déco e o Modernista. Em se tratando desse último, as principais construções ícones foram projetadas pelo famoso arquiteto Oscar Niemeyer. 


Coreto e o edifício modernista Niemeyer, na Praça da Liberdade, em Belo Horizonte - Minas Gerais
Coreto e Edifício Niemeyer, na praça da Liberdade,

A praça em si

Apesar de estar em plena região central de Belo Horizonte, a praça é bem arborizada e consegue proporcionar ao visitante momentos de tranquilidade. Sentar, sem pressa, num de seus bancos, bem como observar os pássaros, o movimento das águas nas fontes e a arquitetura das construções do entorno é algo recomendável. Os jardins são bem cuidados e as árvores, com destaque para as palmeiras imperais e para os coloridos ipês, são um convite para a fotografia. Em se tratando das palmeiras, o corredor formado por dezenas delas é a imagem que mais se associa à praça. Também vale a pena dar uma passada no coreto e imaginar como seria observar de lá o movimento dos bondes quando ainda funcionavam há algumas décadas.


Palácio da Liberdade e Praça da Liberdade, em Belo Horizonte - Minas Gerais
Palácio da Liberdade visto a partir da praça da Liberdade


Circuito cultural praça da Liberdade

Nos últimos anos, as construções do entorno da praça da Liberdade passaram a abrigar centros de cultura e conhecimento. Com a transferência de diversas Secretarias de Estado para o Centro Administrativo de Minas Gerais, mais prédios estão sendo reformados e transformados em espaços culturais. De acordo com o cronograma do circuito que foi implantado pelo Governo do Estado, a tendência é de que nos próximos anos o número de espaços desse tipo seja igual ou superior a 12 – Um excelente número!


Memorial Minas Gerais (Vale), no prédio que abrigava a Secretaria de Estado da Fazenda, na Praça da Liberdade, em Belo Horizonte - Por Tito Garcez
Memorial Minas Gerais, no prédio que abrigava a Secretaria de Estado da Fazenda

Tal circuito está sendo denominado como o maior conjunto integrado de cultura do Brasil. Já estão abertos à visitação o Palácio da Liberdade, o Arquivo Público Mineiro, a Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa, o Museu das Minas e do Metal, o Memorial Minas Gerais, o Espaço TIM UFMG do Conhecimento, o Centro de Arte Popular da CEMIG e o Museu Mineiro. Num só dia, o visitante tem a oportunidade de fazer uma imersão cultural sem que necessite se deslocar por grandes distâncias.


Museu das Minas e do Metal (Grupo EBX), no prédio da antiga Secretaria de Estado da  Educação, na Praça da Liberdade, em Belo Horizonte - Minas Gerais
Museu das Minas e do Metal, no prédio da antiga Secretaria de Estado da Educação

Em breve, o leque de opções do circuito cultural será ampliado com a implementação do Centro Cultural Banco do Brasil, da Casa FIAT de Cultura, da Inhotim Escola e do Museu do Automóvel. Todos esses atrativos poderão transformar a região da praça da Liberdade no principal polo cultural e turístico a ser visitado na cidade. 


Prédio que abrigará o Centro Cultural Banco do Brasil, na Praça da Liberdade, em Belo Horizonte - Por Tito Garcez
Prédio que abrigará o Centro Cultural Banco do Brasil

Em se tratando de museus, o visitante já tem a oportunidade de visitar alguns dos mais modernos, com destaque para o Museu das Minas e do Metal, que possui instalações novas e tem como foco fazer com que haja uma dinâmica interação entre o público e os temas abordados. 


Detalhe da fachada frontal do Memorial Minas Gerais Vale, no prédio que abrigava a Secretaria da Fazenda, na Praça da Liberdade, em Belo Horizonte - Minas Gerais
Detalhe da fachada frontal do Memorial Minas Gerais Vale, no prédio que abrigava a Secretaria de Estado da  Fazenda


Uma visita à praça e às construções de seu entorno é algo que definitivamente não pode deixar de ser feito quando você visitar a bela cidade de Belo Horizonte. ;)


Uma das fontes da Praça da Liberdade, em Belo Horizonte - Minas Gerais
Fonte na praça da Liberdade

Detalhe do Edifício Niemeyer e dos ipês na Praça da Liberdade, em Belo Horizonte - Minas Gerais - Por Tito Garcez
Detalhe do Edifício Niemeyer e dos ipês

Detalhe do prédio da antiga Secretaria da Viação, na Praça da Liberdade, em Belo Horizonte - Minas Gerais - Por Tito Garcez
Detalhe do prédio da antiga Secretaria da Viação


Segue informações para a visitação dos espaços culturais já abertos:  
  
Arquivo Público Mineiro
Av. João Pinheiro, 372 - Funcionários
Tel.: (31) 3269-1167
Horário de funcionamento: de segunda-feira a sexta-feira, das 9h às 17h.

Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa
Praça da Liberdade, 21 - Funcionários
Tel: (31) 3269-1166
Horários de funcionamento:
Empréstimo, Referência, Estudos Periódicos: de segunda-feira a sexta-feira, das 8h às 20h. Sábados, das 8h às 12h.
Inscrição: de segunda-feira a sexta-feira, das 9h às 18h.
Empréstimo, Devolução e Inscrição: sábado, das 8h às 12h.
Coleções Especiais e Hemeroteca - de segunda-feira à sexta-feira, das 8h às 18h.
Braille e Infantojuvenil - de segunda-feira à sexta-feira, das 8h às 18h e Sábados, das 8h às 12h.

Espaço TIM UFMG do Conhecimento
Praça da Liberdade, s/n - Funcionários
Tel.: (31) 3409-8350
Horário de funcionamento: terça a domingo, de 10h às 17h. Na quinta-feira funciona de 10h às 21h. Entrada gratuita.

Sessões de planetário:
Terça a sexta: 13h, 14h e 15h.
Quinta: 13h, 14h, 15h, 18h, 19h e 20h.
Domingo: 13h, 14h e 15h. 

Observatório astronômico:
Toda quinta-feira:19h às 21h.


Memorial Minas Gerais - Vale
Praça da Liberdade, s/n – Funcionários
Tel.: (31) 3343-7317. 
Horário de Funcionamento: de terça a domingo, com entrada gratuita. Às terças, quartas, sextas e sábados, a entrada é das 10h às 17h30, com permanência até às 18h. Às quintas-feiras, a entrada é das 10h às 21h30, com permanência até às 22h. Aos domingos, a entrada é das 10h às 13h30, com permanência até às 14h. Para visitas guiadas de grupos e escolas é necessário o agendamento.

Museu das Minas e do Metal
Praça da Liberdade, s/n – Funcionários
Telefone: (31)  3516-7200
Horário de Funcionamento: de terça-feira a domingo, das 12h às 17h, com permanência até as 18h. Quinta-feira horário estendido, das 12h às 21h, com permanência até as 22h. Às 19h30, programação cultural gratuita. Entrada: R$6 inteira e R$ 3 meia. Em toda quinta-feira e em todo último domingo de cada mês a entrada é gratuita.
O agendamento de visitas monitoradas para grupos escolares e para outros grupos interessados deve ser feito através do endereço: http://www.mmm.org.br/index.php?p=50

Palácio da Liberdade
Praça da Liberdade, s/n - Funcionários
Telefone: (31) 3217-9543
Visitações: todos os domingos, das 9h às 12h30. Entrada gratuita. 
No último domingo de cada mês acontece o hasteamento de bandeiras e troca de guardas, a partir das 8h30, em frente ao Palácio da Liberdade, antes do início da visitação. A visita é feita em grupos de 15 pessoas, segue roteiro definido por técnicos do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (Iepha), envolvendo 30 cômodos e com duração média de 30 minutos. 

Normas

Para aproveitar melhor o passeio e por medidas de segurança, o visitante deverá obedecer algumas normas: apresentar documento de identidade na entrada, depositar pertences pessoais nos guarda-volumes e, durante a visita guiada, é proibido o consumo de bebidas, lanches, uso de calçados de salto agulha, filmadoras ou máquinas fotográficas no interior do prédio.
Informações adicionais pelo e-mail: administracaodepalacios@governo.mg.gov.br

Centro de Arte Popular - Cemig
Rua Gonçalves Dias, 1.608 - Funcionários
Tel.: (31)3222-3231
Horário de Funcionamento: terça, quarta e sexta-feira, das 10h às 19h. Quinta-feira, das 12h às 21h. Sábado e domingo, das 12h às 19h. Entrada gratuita.

Museu Mineiro
Av. João Pinheiro, 342 - Funcionários
Tel.: (31)3269-1109
Horário de Funcionamento: terça, quarta e sexta-feira, das 10h às 19h. Quinta-feira, das 12h às 21h. Sábado e domingo, das 12h às 19h. Entrada gratuita.


Para mais informações, acesse aqui o site oficial do Circuito Cultural Praça da Liberdade.